sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Prefiro Ser

O Princípio da Contradição (A Dialética da Contradição)

Sou uma maquina de contradições.
Sinto o que não falo, falo o que
Não penso,
Sou o que não sinto.

Enquanto homem que contradiz
A máquina.
Enquanto máquina que contradiz
Por contradição de suas engrenagens.

Sou comunista de papel num mundo
Máquina de cujas engrenagens
São orgânicas. E sangram.
E choram lagrimas vermelhas no papel.

Qual papel não contradiz a máquina do
Mundo? Que mundo de papel é a maquina
Que nos fabrica contradições?

Contradigo e digo que contradigo.
Sou uma maquina de contradições,
Pois o que sinto não é o que vejo
E faço aquilo que contradigo.

Sou relativista de uma só verdade.
Sou contradição e coerência num corpo de
Várias faces e face de vários gestos
Unidos numa única direção.

Sou coerência e contradição.
Quando choro pelos homens
Que não choram pelos homens.

Não há contradição.
Só quando nossa contradição
Nos contradiz.



Essa é dedicada a Neck!

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Mundo Anarquista? Quando????

A despeito do conceito do modo de vida d'uma civilização pós-revolução anarquista,teríamos um modo de vida padronizado onde todos teriam consciência de seus deveres e direitos para com a sociedade.A minha questão à discussão é a seguinte:com os atuais valores de culturas relativizadas,onde cada vez mais se reduz a cultura ao nível individual,como uma sociedade pós-revolução poderia se sustentar nos dias de hoje?

Vendo que valores gerais são cada vez mais contestados pelas ciências atuais(em especial pela antropologia),de forma que - como já foi dito por Bower - a nossa sociedade torna-se cada vez mais "líquida",como seria possível a realização da revolução nos dias de hoje? As pessoas poderíam de forma fácil e natural abandonar sua cultura relativista para então poder pensar no todo? E essa nova sociedade?:seria ela mais mecanizada devido à falta de dinâmica que o atual sistema e sua cultura projetam?

Como revolucionar as mentes,e não apenas o sistema? A filosofia anarquista vai de encontro com filosofias crentes numa verdade única e universal? Como combater o relativismo,se essa for a questão?

Coragem é coisa de cabeludo!

Queria falar sobre essa discussão toda que está acontecendo sobre como devemos lidar com a questão da violência, que há tempos existe, mas que atingiu seu ponto crítico após o ocorrido com aquele menino, ou com aqueles meninos, em consequência de um roubo de carro no Rio.

O ocorrido se não chocante, (por estarmos já, estranhamente, acostumados) foi no mínimo enojante. Claro que não foi a primeira vez, nem é raro no Rio de Janeiro que se matem crianças e de forma tão repugnante. Mas esse fato despertou de forma diferente a nossa atenção. Talvez porque não tenha sido tão fácil passar despercebido, como acontece diariamente nos outros casos de infanticídio. Talvez porque tenha ocorrido diante dos olhos e dentro da classe média carioca, que normalmente já naturalizou ocorrências parecidas, mas não pertencentes ao seu seio. Talvez pela mistura de sentimentos explosivamente latentes, encarceirados no cotidiano temerário dos moradores desta sociedade. Que agora pedem uma cabeça para aplacar seu vazio diário.

O que percebo brevemente pelos meios midiáticos são três pareceres que juntamente com suas propostas de solução, se diferenciam não de forma estanque, mas num leque em degradê.
O núcleo do primeiro tipo vislumbra o problema de forma mais simplista: O problema se resume na impunidade, na certeza que o criminoso tem de não ser punido, ou que cumprirá uma pena branda. A solução, dentre elas: o aumento do contingente policial, mais e melhores armamentos e equipamentos para a polícia, leis mais rígidas e punições mais severas, e a mais polêmica dentre todas, a diminuição da idade penal.
O segundo tipo prefere acreditar que a culpa são das instituições que temos. Que o problema principal é a má administração da máquina pública, como no caso da polícia, das penitenciarias, do sistema judicial. E a solução estaria no enxugamento da máquina, e em conseqüência a melhor administração das instituições responsáveis pela repressão que uma sociedade deve promover para ser pacífica.
Somente o terceiro grupo se encarrega de uma análise um pouco mais (deixo o adjetivo pra você), pois consegue, e parece que é realmente difícil, ver um pouco além do simples (mas muito complexo) fato. Para eles, o fato é tão simplesmente a conseqüência de uma coisa que existe, não é palpável, nem tangível e menos ainda aparece nas capas dos grandes jornais, mas que um conceito chamado “contradição” consegue traduzir razoavelmente bem. A sua percepção vem de perguntas (as melhores coisas geralmente surgem de perguntas e não de respostas) como: “por que somos tão diferentes às vezes?”, “de onde vêm essas diferenças?”, “se somos diferentes, por que às vezes buscamos as mesmas coisas?”. Até chegarmos a perguntas como: “será que se todos nós tivéssemos uma vida minimamente digna, atendendo às nossas necessidades básicas materiais e afetivas, com menos frustrações que conquistas com mais carinho que maltrato, com mais aconchego que rejeição, com mais auto-estima que sujeição, será que agora aqueles meninos estariam todos mortos?”.

So posso chegar a uma conclusão: o terceiro grupo é no mínimo mais corajoso.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

A Flor Contra A Máquina II


"...Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e a prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos."

Charles Chaplin

Ele me lembra alguém...

E esse cara nasceu no mesmo dia do mesmo ano de Adolf Hitler... Só pode ser a lei universal da compensação...


Nasceu!

Nesta madrugada de 12 de fevereiro nasce a Bromélia que por tanto procuro e que por agora dou-me pela existência!

Vou botar pra fora!

A Minha Melhor

Agora não falarei sobre o mundo.
Nem sobre as contradições
nas quais estamos submetidos.
Como quando há Mercedes e Josés
No mesmo mundo, mas em
Planetas Terra diferentes.
Ou como quando não sabemos
se foi o Homem que criou o Mercado
ou foi o Mercado que o criou
à sua imagem e semelhança, como
aquele velho livro infantil dizia.
Não, não falarei sobre as razões
do mundo.
Porque ele é tão injusto e como
ainda somos tão macacos para
entender suas razões. Se o mundo
somos nós e não nos entendemos,
mal nos conhecemos. Não temos razão.
Não vou falar de como o
mundo necessita mais de sensibilidade
que de economistas inteligentes,
que mesmo inteligentes, confundem homens
com chapéus.
Necessita mais de mães compreensivas
Que de policiais armados com
Objetos fálicos em suas cinturas.
O mundo não precisa de Deus,
O mundo precisa de abraços.
(É sério, não há nada mais simples,
e também por isso, mais divino
que um abraço acalentador.
Seja em quem for, onde for e no que for.)
Mas não falarei nada sobre isto.

Só sentirei aqui dentro, como sinto agora
Contemplando o lindo silêncio desse papel.

O Tempo Virtual (Ou O Princípio da Grande Redundância)

esse relógio do blogger tah meio safado...
"Olho os livros na minha estante e nada dizem de importante, servem só pra quem não sabe ler"
Raulzito.

Grande Raulzito...